ENTREVISTA COM TÚLIO SILVEIRA

Nossa equipe está buscando fontes e fazendo entrevistas com figuras marcantes do universo musical de Alvinópolis. Em cada geração destaca-se um compositor, outrora entrevistamos Marcos Martino, um grande compositor alvinopolense, esta é a vez de Thulio Silveira.

Thulio é músico, e um reconhecido compositor de sua geração. Dentre as suas principais contribuições para a música alvinopolense destaca-se a fundação da banda de rock “Fator Alma”. Thulio já acompanhou e concorreu em diversas edições do Festival, sendo premiado em muitas. Hoje em dia o compositor está vivendo um hiato na sua carreira musical, mas pretende voltar aos palcos em breve

1. Olá Túlio, agradecemos a sua disponibilidade em vir conversar conosco. Para início de conversa conte-nos como seu envolvimento com a música começou, o Festival tem alguma relação com isso?

Meu envolvimento com a música começou na infância na época fazia parte de um coral infantil em uma igreja evangélica onde aprendi os conceitos básicos sobre tonalidades, violão e teclado, já na adolescência participei da formação de algumas bandas de rock da cidade primeiro com a banda Perímetro Urbano, algumas outras bandas experimentais com o Rogério Martino, depois com destaque para o Porão 71 e finalmente com o Fator Alma, nessa época foi quando comecei a escrever algumas composições e a participar dos festivais de Alvinópolis que acredito ter sido um grande incentivador para que o desenvolvimento de algumas composições. Após alguns anos participando, com o Fator Alma, comecei a me aventurar com composições no estilo MPB agregando as apresentações juntamente com o apoio de outros grandes músicos da cidade.

Banda “Fator Alma”

2. Como você avalia a importância de um evento como o Festival para a cidade de Alvinópolis?

O Festival é um evento onde a sociedade tem a oportunidade de desenvolver e apreciar uma variedade de manifestações culturais através da musica e é nesse ponto que esta a grande importância do evento para cidade, sabemos que a arte musical possui um grande valor transformador, através da sua apreciação conseguimos desenvolver sensibilidades e valores sociais que podem nos tornar seres humanos progressivamente melhores, além disso, o desenvolvimento do talento musical pode trazer uma nova expectativa de vida para pessoas em uma sociedade carente que sem a oportunidade de contato com a arte poderiam tomar caminhos contrários aos benéficos para si e para sociedade.

34º Festival da Canção de Alvinópolis, com a canção “Feliz Idade”

3. Você já se destacou diversas vezes como compositor no Festival, sobre seu processo criativo, fale mais como ele é? Como é compor pra você? Como surgem as ideias, de onde elas vem e geralmente para onde vão? O Festival tem alguma influência no seu modo de compor?

 

As composições nascem através da transformação da reflexão sobre a percepção que temos sobre variadas situações do cotidiano do ser humano, às vezes são feitas para nos mesmos apenas pra traduzir um sentimento, às vezes pelo desafio pessoal de criar uma boa musica, às vezes para mostrar satisfação ou indignação com alguma situação, e às vezes apenas pelo prazer da poesia ou da melodia, não existe uma matemática, acredito que o festival se enquadre na parte onde cito o desafio de criar boas musicas e quando este desafio acontece em um momento em que se tem a inspiração através do sentimento, satisfação ou indignação com alguma situação, poesia ou melodia, nesse momento pode nascer uma bela canção.

 4. Embora seja uma cidade de interior e com ares ruralistas Alvinópolis possui muitas bandas de rock espalhadas por ai, a banda na qual você toca – Fator Alma, é prova disso. A que você atribui esse gosto dos Alvinopolenses pelo Rock? Na esteira dessa pergunta como foi trabalhar com outros estilos de música, mais distantes do Rock N’ Roll, como a música regional por exemplo, que história é essa de “Poeta do Interior?

 

Acredito que há muito tempo Alvinópolis tem uma grande vocação musical com bandas de vários estilos, essa vocação para o rock também vem de muito tempo, pelo pouco que sei a sociedade alvinopolense, apesar de estar em uma cidade pequena, há muito tempo já reproduzia as novidades dos grandes centros, já tivemos teatro, cinema, rota aérea, etc. Acredito que se tratando de Rock, essa vocação venha desde Os Morcegos, que temos o prazer de apreciar algumas apresentações até hoje, acho que o gosto pelo Rock é passado de geração em geração, a juventude dos anos oitenta e noventa vieram com o rock no DNA e alinhado ao panorama nacional e internacional com o rock ditando o ritmo da música, surgiram às bandas de Rock Alvinopolenses nos anos noventa e inicio dos anos dois mil que influenciaram muito da juventude atual que vem chegando com muita qualidade.

Minha adolescência foi bem rock n roll, o problema de ser extremamente adepto a uma ideologia é que te faz fechar os olhos para outras coisas boas que poderiam lhe agregar muito valor, mas com o tempo a gente aprende e acho que o festival me mostrou isso quando comecei a apreciar as canções participantes e suas influencias, com isso naturamente foi crescendo a vontade de me aventurar em outros estilos e assim tive possibilidade de escrever sobre situações diferentes do que escrevo quando faço rock, com isso surgiram canções como Distante do verde da terra, O choro de Apoena, Poeta do Interior, Nossa feliz idade, etc.

35º Festival da Canção de Alvinópolis

5. Existe algum fato vivido por você em alguma edição do Festival que tenha sido especial ou que tenha ficado na lembrança? Compartilha com a gente.

 

A premiação da música Distante do Verde da Terra é uma lembrança bem marcante pelo conjunto muito alinhado que conseguimos montar na época, com três vocais, com participação do Luis Ângelo, Maycon, Junei, Emiliano, Marlon, Thiago Santos. Também foi bem marcante as duas premiações no mesmo festival que conseguimos com o Fator Alma apresentando a música O Príncipe no Poder em um Festival organizado pelo Ronilson (Bada) no Nicks Bar.

Mas acho que o momento mais marcante  tenha sido a primeira apresentação que fiz de uma canção fora do estilo Rock com a musica Simples Demais junto com o Marcus, guitarrista do Fator Alma, era uma grande novidade pra nos dois, na época não ganhamos premio mais chegamos a classificar para o ultimo dia de apresentações e foi uma experiência fantástica.

6. Para finalizar, atualmente quais são seus planos com a música, podemos esperar por uma composição inédita no “36º Festival da Canção de Alvinópolis?”.

 

No momento tenho desenvolvido poucas coisas e apreciando muitas novidades que vem surgindo nos últimos tempos, tenho planos que visam organizar melhor as rotinas de trabalho, que tem sido bem puxada ultimamente, para que no ano que vem possa retomar alguns projetos e desenvolver outros que tenho em mente, pode ser que no próximo tenhamos alguma novidade.

Parabéns pela organização desta edição e espero que o festival seja excelente para todos, estou com uma ótima expectativa, abraço!

Fim da Entrevista

O Festival está acontecendo! Confira a programação do primeiro dia: no link

Músicas classificadas

Já temos as músicas classificadas. Este ano batemos o recorde de inscrições dos últimos 10 anos, foram mais de 90 envios, vindo de todos os cantos do país numa variedade imensa de estilos. A curadoria do Festival fez uma seleção de 20 canções, as quais irão participar das duas semifinais do evento, nos dias 7 e 8 de Setembro, concorrendo à dez vagas para a final dia 9, na Praça da Matriz, centro histórico de Alvinópolis-MG.
Agradecemos imensamente a todos os músicos e compositores, pedra angular desse evento, que ao enviarem suas canções tornam o Festival possível. Gratidão à equipe que trabalhou na seleção das música e à Comissão Organizadora que tem se empenhado em realizar este evento, à patrocinadora CODEMIG por apoiar essa iniciativa; ao IMDG pela parceria e apoio institucional; á Secretaria de Cultura também pelo apoio, aos colaboradores, e aos demais que direta ou indiretamente colaboram com a causa da música.
Logo abaixo, a lista das canções e seus intérpretes selecionados para a edição deste ano. A sequência de nomes foi disposta em ordem alfabética e não corresponde ao ranque de classificação:

Dia 07/09 (Quinta-feira)

 



Música Intérprete Cidade Estado
Blues do amor perdido Tony Moreno Ipatinga MG
Braseiro Caraná São Paulo SP
Cantor de Televisão Denilson Mabuzy Belo Horizonte MG
Colapso de flor Carlos Otto Lavras MG
Coração Sereia Ménage Belo Horizonte MG
Essência Lu Toledo Wellington Medina Porto Belo SC
Eu sou Negão Arthur Vinih e Os Malungos Ponte Nova MG
Me Beija Banda Vãglória Belo Horizonte MG
Noite das Lendas Marcela Lobbo São Thomé das Letras MG
Visto de Valia Mariana Alves Alvinópolis MG

Dia 08/09 (Sexta-feira)

Música Intérprete(s) Cidade Estado
#Carnaval (Hashtag Carnaval) Marinho San Belo Horizonte MG
Amar é Sentir Dor Adriano Martins Lençóis Paulista SP
Imensurável Ronaldo Saar / Robertho Ázis Três Rios RJ
Insubmissa Maíra Baldaia Jaboticatubas MG
Lua Cheia Grupo Força Vocalis Congonhas MG
O danado sou eu Banda Arruda São Paulo SP
Procissão Guilherme Ventura Santa Luzia MG
Sem Refrão Bruno Coimbra Belo Horizonte MG
Silêncio Vytória Rudan e Gustavo Corrêa Formiga MG
Tijolo e Água Gielton e Lorene – Samba em família Belo Horizonte MG


Premiação:

Os vencedores receberão troféus e quantia em dinheiro, no total mínimo R$ 12.000,00, conforme classificação a seguir:

  • 1° Lugar – R$ 4.500,00 + Troféu;
  • 2º Lugar – R$ 3.000,00 + Troféu;
  • 3º Lugar – R$ 1.500,00 + Troféu;
  • Voto Popular – R$ 1.000,00 + Troféu;
  • Melhor intérprete – R$ 1.000,00 + Troféu;
  • Melhor Letra – R$ 1.000,00 + Troféu;

O Rider técnico

Ontem finalizamos a triagem das músicas que participarão da 36ª Edição do Festival da Canção de Alvinópolis. Batemos o recorde de inscrições este ano, foram mais de 90 envios em diversos estilos vindo de várias regiões do país. Foi muito trabalhoso selecionar apenas 20 canções nesse acervos pérolas, nos próximos dias estaremos divulgando o resultando oficial da seleção.

Estamos preparando a melhor estrutura para receber este batalhão de feras. A Equipe Cores & Nomes,  irá oferecer todo suporte necessário para realização do evento. A empresa irá fornecer mais de 20.000W de potência sonora além de backline completo, com monitores, microfones, Side Fill duplo, e Amps de Guitarra (Marshall MG250 100W RMS, Meteoro Jaguar 200W RMS), e Baixo (Hartke System 1×15/4×10). Além disso, estaremos usando dois consoles digitais Yamaha TF5 , para proporcionar mais conforto aos músicos na passagem de som e mixagem.

 

 

 

A Equipe Cores & Nomes trabalha a mais de 20 anos no ramo da sonorização, iluminação e estrutura para eventos e conta com uma equipe técnica experiente e sensível às necessidades dos músicos. Confiamos que nosso evento está nas mãos das pessoas certas.

O Festival será realizado em três dias consecutivos, 07, 08 e 09 de setembro de 2017, na praça da Matriz, centro histórico de Alvinópolis-MG.

 

Premiação:

Os vencedores receberão troféus e quantia em dinheiro, no total mínimo R$ 12.000,00, conforme classificação a seguir:

  • 1° Lugar – R$ 4.500,00 + Troféu;
  • 2º Lugar – R$ 3.000,00 + Troféu;
  • 3º Lugar – R$ 1.500,00 + Troféu;
  • Voto Popular – R$ 1.000,00 + Troféu;
  • Melhor intérprete – R$ 1.000,00 + Troféu;
  • Melhor Letra – R$ 1.000,00 + Troféu;

Patrocínio

Festival Alvinópolis - Codemig

Realização

Festival Alvinópolis - Codemig        

Cerveja, cultura e resistência

A Botocudos Cervejaria Artesanal surgiu primeiramente como um hobby entre três amigos. Depois de algumas brassagens verificaram que realmente tinham produzido algo de qualidade e de um nível mais elevado. Assim, os sócios da cervejaria apresentaram essa receita totalmente original aos amigos, familiares e a alguns especialistas da área. Praticamente todos ficaram maravilhados com o sabor, era a Expresso Caipira, uma cerveja Double IPA de 160 IBU. Encorajados pelos elogios os amigos decidiram inscreve-la no concurso de cervejeiros caseiros do Trembier Festival 2016, o Festival de Cervejas Artesanais de Tiradentes, no qual receberam uma medalha de prata, numa disputa com mais de 39 cervejas participantes.

O nome da cervejaria, Botocudos, vem de uma denominação genérica dada pelos colonizadores portugueses a diferentes grupos indígenas pertencentes ao tronco Macro-jê (grupo não tupi) de diversas regiões geográficas cujos indivíduos, em sua maioria, usavam botoques labiais e auriculares. Nossa querida Alvinópolis e região foram habitadas por essa etnia indígena. Dizem que os Botocudos foram os que mais ofereceram resistência aos homens brancos. E é por essas e outras que a cervejaria decidiu homenagear esse povo no seu nome.

A cervejaria Botocudos tem como um de seus objetivos promover um resgate cultural das identidades nacionais e homenagear movimentos e pessoas que marcaram história na cidade de Alvinópolis. Sendo assim, como forma de apoio ao Festival da Canção a cervejaria está oferecendo uma promoção: para participar basta curtir nossa página no Facebook, compartilhar a postagem, marcar mais dois amigos e concorrer à três kits de Botocudos, com duas cervejas cada. Os kits serão sorteados um por vez, conforme as regras divulgadas na postagem do Facebook. Os resultados dos sorteios serão divulgados nos três dias do evento 7, 8 e 9 de Setembro.  

Para conhecer mais sobre os sabores da Botocudos visite seu Site. Lembramos que as inscrições ainda estão abertas e vão até o dia 24 de Agosto, consulte o regulamento e inscreva-se!

Últimos dias de inscrição

O prazo para as inscrições está encerrando! As inscrições foram abertas dia 03/07,  neste meio tempo recebemos diversas inscrições, dos mais variados estilos e de todas regiões do país. O prazo encerra-se no dia 24 de Agosto mas ainda dá tempo de enviar sua canção! O evento será realizado em três dias consecutivos, 07, 08 e 09 de setembro de 2017, em Alvinópolis, MG. Serão selecionadas um total de 20 músicas de variados estilos e origens culturais para participar do concurso, e a partir do voto popular e de um corpo de jurados premiar as melhores com a. Consulte nosso regulamento e fique por dentro de tudo,  para inscrever-se é muito simples, basta preencher o formulário em nosso site.

Premiação:

Os vencedores receberão troféus e quantia em dinheiro, no total mínimo R$ 12.000,00, conforme classificação a seguir:

  • 1° Lugar – R$ 4.500,00 + Troféu;
  • 2º Lugar – R$ 3.000,00 + Troféu;
  • 3º Lugar – R$ 1.500,00 + Troféu;
  • Voto Popular – R$ 1.000,00 + Troféu;
  • Melhor intérprete – R$ 1.000,00 + Troféu;
  • Melhor Letra – R$ 1.000,00 + Troféu;

Patrocínio

Festival Alvinópolis - Codemig

Realização

Festival Alvinópolis - Codemig        

ULTIMA NOTÍCIA APOIA O FESTIVAL

O Jornal última notícia foi fundado em 18 de Janeiro de 2012, tendo como seu compromisso diário a informação.

Seu site proporciona aos leitores, diariamente, conteúdo de qualidade e independência editorial. Entretenimento e notícia atualizada você encontra no Ultima Notícia. O jornal possui também edição impressa com o que há de mais relevante no cenário político, econômico, cultural e de variedades.

Este ano, na 36ª Edição do Festival da Canção o Ultima Notícia esta apoiando-nos, divulgou uma matéria sobre o Festival em seu site.

O Festival é resultado da iniciativa de uma equipe de voluntários em parceria com o Instituto Martelo de Desenvolvimento e Gestão, a edição de 2017 é patrocinada primordialmente pela Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais – CODEMIG, através da Secretaria de Estado de Governo -SEGOV – MG, por meio do edital 2017/1 de chamamento público para cessão de patrocínio. Além disso o evento conta com o apoio da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte, Lazer e Turismo  SECTUR, Prefeitura Municipal de Alvinópolis e Câmara Municipal.

O ’36º Festival da Canção de Alvinópolis’ será realizado nos dias 7, 8 e 9 de Setembro. Para realização do concurso serão selecionadas 20 músicas dos mais variados estilos, para que ao final do evento as vencedoras recebam troféus e prêmios em dinheiro. As inscrições vão até o dia 24 de Agosto, consulte o regulamento e inscreva-se!

Patrocínio:

Realização:

Banda Santo Antônio

 

 

ENTREVISTA COM MARCOS MARTINO

Marcos José Martino Abreu Lima é músico, Cruzeirense doente, compositor, produtor de eventos, trabalha com projetos de produção artística, musical e publicitária. Foi co-fundador do Verde Terra, que nasceu no Festival e fez bastante sucesso em sua época. Depois foi co-fundador da banda de Rock República dos Anjos e ajudou a organizar vários festivais em Alvinópolis e também em outras cidades. Nascido e criado na rua de Cima, Marcos também é escritor e blogueiro e escreve nos blogs: Cenários; Mediopira; Alvinópolis Que Pensa; Memórias Festival Alvinópolis e Alvinopolenses de Valor.

A seguir esta belíssima entrevista que ele nos concedeu com muito carinho:

1) Olá Marcos, ficamos muitíssimo gratos com a sua atenção. O compositor Tom Zé comenta que os sacerdotes do Egito antigo, quando iam comunicar-se com suas deidades usavam uma calda, como sinal de reverência, colocando-se numa posição mais próxima das besta e dos animais. Cremos que todo músico alvinopolense lhe deve respeito similar, sua experiência com a música e produção cultural é riquíssima e, certamente, você tem muita história para contar. Entretanto, para dar o pontapé inicial, conte-nos como se deu seu primeiro contato com a música, existe alguma motivação especial, alguma referência, que tenha te lançado por esse caminho?

MARCOS MARTINO – Meu contato com a música se deu escutando a cidade, os sinos da igreja matriz, os sinos dos enterros indo pro cemitério, as Siriemas, os cantos dos fieis na igreja, os padeiros que gritavam – olha o pão, pelas ruas, a Banda Santo Antônio com seus dobrados, as fanfarras do colégio,  da algazarra da meninada depois da aula, os carnavais, o congado de N.S. do Rosário, os bailes que aconteciam na cidade, dos Heltons, 007 e Morcegos e finalmente dos festivais de música. Só não acompanhei 3 edições . Foi sem dúvidas minha maior escola

2) Sabemos que além do Festival de Alvinópolis, você já participou de diversos outros. Provavelmente estas participações influenciaram enormemente sua formação como pessoa e como músico. Como você avalia a importância de um evento como este para os artistas e para o público?

MARCOS MARTINO – Foi no festival que aprendi a escrever e a lapidar o texto, pois o corpo de jurados é como uma banca examinadora. Se tiver um detalhe errado na letra, um erro mínimo de português, o concorrente perde nota mesmo. Então, o artista, se quiser ganhar prêmios, terá de caprichar nos textos e nos detalhes e conseguir uma apresentação tecnicamente perfeita. Os Festivais são eventos vitrine, oportunizam vários artistas, envolvem um batalhão de gente. Poucos se dão conta, mas pelos palcos dos festivais passam entre 100 a 200 artistas. É muita coisa. Para o público é oportunidade para conhecerem novos artistas, novas expressões. Esse é um assunto que merece um debate à parte, pois o público tem se afastado da cultura que não seja a popular. Atrair o público para eventos de perspectiva cultural tem sido um grande desafio.

Martino com amigos, ex integrantes do Grupo Verde Terra

3) Suas composições destacam-se pela beleza e atemporalidade, canções como “Natureza Humana”, “Programação de Gente” e “Do outro lado do espelho”, são muito atuais, e certamente jamais perderão seu poder de comunicação. Queremos saber de onde surgem essas ideias, e como é seu processo criativo. Você é do tipo que fica mastigando uma ideia, trabalhando nela até chegar numa forma que lhe agrade, ou você faz mais o tipo intuitivo, que se deixa levar pela inspiração?

MARCOS MARTINO – Pouquíssimas composições eu levei mais do que 15 minutos pra fazer. Essas coisas parecem seção espírita. Elas baixam (rs). Claro que depois a gente dá uma mexida aqui e ali. Mas quase sempre nascem de forma espontânea.  Mas não tem fórmula de bolo. Por exemplo, a música MASSACRE NO SOLIMÕES, com a qual vencemos um Festival em Alvinópolis, nasceu na sala de aula no Colégio, numa aula de literatura da Professora Maria Gonçalves. Dico de Caitanim tava fazendo uma batida estranha na mesa do colégio e dai nasceu o bit e a música saiu em alguns minutos. As vezes uma música surge de uma frase também. A música FESTA DA PADROEIRA por exemplo, surgiu de uma frase inicial do Jovelino. O resto da letra saiu também em poucos minutos. Foi feita durante uma Festa de NS do Rosário em Alvinópolis.

4) Suas músicas frequentemente abordam sua afinidade pelo interior e por sua terra natal – a canção “Interior” é um exemplo vivo disso. No entanto nós sabemos que em certa altura você se mudou para a capital. O que esta mudança de cenário representou para você, como isto te afetou musicalmente?

MARCOS MARTINO – A gente geralmente sai da cidade quando os horizontes ficam pequenos. Naquela época não havia internet ( parece impensável) e eu me mudei pra BH pra tentar expandir os horizontes. Na época o Verde Terra estava tocando bem menos. O ciclo dos festivais estava acabando. As cidades começaram a fazer cavalgadas e feiras agropecuárias e pararam de fazer festivais de música. E eu em BH conheci músicos muito bons e acabei fascinado pelo rock e pelo jazz. Eu gostava das possibilidades que o rock oferecia, de fazer letras irreverentes, mais cruas. Daí nasceu o República.  Claro que isso me afetou profundamente. Eu era um menino do interior deslumbrado com a cidade grande, com a cultura urbana recém descoberta. Queria experimentar e aprender coisas novas…

5) Sua participação como produtor também é muito importante para o Festival de Alvinópolis. Nessas 35 edições você já deve ter presenciado coisas interessantes, tanto nos bastidores, como produtor, quanto nos palcos. Conte-nos sobre algum fato marcante vivenciado por você durante alguma das edições do Festival.

MARCOS MARTINO – São tantas emoções (rs). Ah…imagens demais que vem à cabeça. Deixa eu fazer tipo um caleidoscópio. Inesquecíveis algumas figuras como Chico Bread com sua roupa branca, seu violão folk e sua gaita. Cristina Valle cantando como se fosse ume entidade, com uma voz divinal, o Grupo Ave de Ouro Preto, com uma absurda qualidade,  Marco Holanda, que parecia ter saído de uma escultura  do aleijadinho, cantando no festival da piscina com uma neblina de cortar com faca, aquela figura fantasmagórica cantando uma melodia profana, surreal. Fatos pitorescos? São muitos. Por exemplo, o concorrente que tinha o nome artístico de “Tchau com as duas mãos”. Não parei de rir até hoje.

Considero importantes todas as edições. Desde as maiores ( teve um festival que praticamente durou 10 dias na praça da baixada) até as menores que foram feitas dentro do Nicks. Todas tem sua importância para que o festival chegasse a 36 edições. Foi por valentia de muita gente. Primeiro de Chico Franco que deu o pontapé inicial, com os formandos do colégio, que faziam pra juntar dinheiro para viajar no final do ano, depois com Joãozinho de João de Vina, que fez por uns 10 anos praticamente sozinho, teve também  Edimare, Mariângela que fez um ótimo festival, Angelo Eugênio, Pedro Baiano, Sr Fernandes da Banda Mario França,  Marcelo Xuxa, Ronilson Bada e Manoel, Jovelino também, mais recentemente Alessandro entrou pro clube e finalmente agora uma nova turma tá pegando o bastão pra levar adiante. O Festival tá vivo e isso é ótimo.

Marcos Martino e Estorvo na premiação do 34º Festival da Canção de Alvinópolis

6) Você já deve ter passado por poucas e boas no Festival, e mais do que ninguém deve estar ciente das dificuldades que encontramos para produzir um evento como esse. Ciente do nosso histórico de erros e acertos, quais são suas expectativas para edição deste ano, e quais projeções você faz para os próximos anos?

MARCOS MARTINO – Vocês para este ano parecem ter uma coisa que não existe há muito tempo, que é uma equipe numerosa, um grupo que está se irmanando para cuidar nos mínimos detalhes. É uma coisa que faltou nos últimos anos.  E acho que por serem jovens e conhecerem as demandas dos artistas mais “contemporâneos”, podem oferecer soluções capazes de atender essas demandas e fazer com que o evento evolua.

7) Quais são seus planos atuais com a música, seremos contemplados com uma composição sua no “36º Festival da Canção de Alvinópolis?”.

MARCOS MARTINO – Eu trabalho com música aplicada a publicidade. E devo esse conhecimento ao Festival. Se não aprendesse a compor, se não lapidasse esse dom na peneira dos festivais, com certeza não teria esse diferencial profissional. Publicidade é arte de fora pra dentro. Você cria a partir de uma demanda do cliente. Já na arte é diferente. É de dentro pra fora. Eu continuo compondo, continuo criando, tenho um baú cheio de coisas. Penso em fazer alguma coisa com isso mas ainda não sei exatamente o que. A qualquer momento pinta uma conjunção, uma faísca pra atear fogo no tesão adormecido.. Quanto a inscrever músicas esse ano, eu até tenho alguns rascunhos, mas não sei se vai dar tempo de gravar e encontrar alguém pra interpretar. Além do mais tem o drama da triagem, pois serão apenas 20 músicas. Vai ser um pega pra capar pra classificar.

Marcos ainda atua como músico e produtor de eventos

8) Para finalizar, o que tem do outro lado do espelho?

MARCOS MARTINO – O espelho da música é metafórico, universo paralelo refletido  ao contrário, dualidades que completam e repelem. Também pode ser como o quadro do Dorian Gray, revelando as imperfeições.  O espelho é cruel…principalmente com o passar dos anos

 

Fim da entrevista

Para conhecer mais sobre o trabalho de Marcos, basta entrar em contato com ele por meio de sua página no Facebook. Neste Site você encontra mais informações acerca de seus trabalhos com publicidade. Sua obra musical pode ser encontrada no Palco MP3: nos discos “República dos Anjos”, “Serenata” e “Solo Fértil”. O ’36º Festival da Canção de Alvinópolis’ será realizado nos dias 7, 8 e 9 de Setembro, e contará com a participação de artistas geniais como Marcos. As inscrições vão até o dia 24 de Agosto, consulte o regulamento e inscreva-se!

NOVIDADES PARA OS MÚSICOS

NOVIDADES PARA OS MÚSICOS – O Festival está lançando uma nova forma de ajuda de custo. Para todos músicos selecionados que vierem de fora serão oferecidas refeições gratuitas (almoço ou jantar), durante todos os dias do Festival, além disso os artistas selecionados receberão um mega desconto nos hotéis conveniados e também poderão pleitear uma vaga na Área de Camping disponibilizada pela Prefeitura Municipal. Esta ajuda será possível graças a uma parceria firmada com os estabelecimentos locais: Bar do Dolfo, e Hotel São Geraldo.

O Bar e Restaurante do Dolfo localiza-se na Praça São Sebastião nº 109, se destaca como um dos melhores restaurantes da cidade, funciona das 10:00 às 14:30 no período matutino e a partir das 18:00 no período vespertino. Além de fornecer serviços de self-service – almoço e jantar, o estabelecimento tem sempre à sua disposição aquela cerveja gelada e várias opções de tira-gosto. O atendimento também está entre os mais bem avaliados, assim o bar está é um dos points mais frequentados da cidade.

 

 

O hotel São Geraldo é o maior e mais bem equipado hotel da cidade, possui quase 70 anos de experiência em hotelaria e é o pioneiro do ramo em Alvinópolis. O São Geraldo já hospedou diversos famosos, como Moraes Moreira, Alceu Valença, Paula Fernandes, entre outros. Além disso, o hotel possui o maior know-how no atendimento dos músicos do Festival, sendo que, nos últimos 20 anos tem sido seu principal anfitrião. Os proprietários afirmam ter a maior satisfação em receber os festivaleiros, pois a presença dos músicos alegra o estabelecimento. Além disso, o hotel oferece vagas em garagem, Wifi e café da manhã até as 11:00. Com a promoção o preço das diárias varia entre R$35,00 e R$50,00, para fazer sua reserva basta ligar no número (31)3855-1229.

 

Além dessas formas de apoio, será disponibilizada uma Área de Camping aos músicos interessados. A área está situada na quadra poliesportiva da parte alta, na R. São José, a apenas 10 minutos do local de realização do evento. O espaço oferece área coberta e fechada, quatro banheiros, sendo que dois possuem chuveiros elétricos. A segurança do local é garantida por câmaras de vigilância que captam imagens 24h por dia e enviam à central da PM, além do mais haverá um segurança cuidando da proteção do local durante a noite. Todo músico selecionado poderá solicitar este apoio, basta entrar em contato com a produção para saber como funciona.

A produção do Festival está trabalhando em outras maneiras de cooperar com a vinda dos músicos e em breve voltaremos com mais novidades. Lembrando que as inscrições continuam abertas até o dia 24 de Agosto. O 36º Festival da Canção de Alvinópolis acontecerá nos dias 7, 8 e 9 de Setembro e irá distribuir R$12.000,00 de prêmios em dinheiro, consulte nosso regulamento e inscreva-se!

Patrocínio:

Realização:

Banda Santo Antônio

ENTREVISTA COM A BANDA DJAMBÊ

Com doze anos de carreira, trilhada através da autogestão, o Djambêestá em ascensão. A banda vem se destacando em premiações e importantes festivais, ao todo são 13 prêmios, sendo os dois últimos conquistados no maior festival de bandas independentes do Brasil, o WebFestValda (2015) – Melhor Banda e Vocalista Revelação. Em turnê com seu segundo disco, Encruzilhadas, a banda vendeu mais de 2.500 CD´s e realizou mais de 50 shows, em 23 cidades de 7 estados diferentes (MG, SP, RJ, ES, PB, PE e CE).

O Dambê tem como integrantes Emílio Dragão (voz), Priscilla Glenda (voz e sampler), Maýra Motta (percussão), Júnior Caban (baixo/guitarra), Alex Bartelega (bateria) e Biel Sant’Anna (teclado). A banda passou pelo Festival da Canção de Alvinópolis nas 29ª, 30ª 33ª, 34ª e 35ª edições do evento, sendo premiada em todas, exceto na 30ª. A entrevista abaixo foi respondida por Emílio Sant’Anna, membro fundador da banda.

 

Entrevista – Banda Djambê

1) Para início de conversa, fale um pouco sobre a banda. Como ela surgiu? Existe uma explicação para seu nome?

A banda foi formada por mim e mais 2 amigos, que eram do grupo de capoeira que eu fazia parte, em 2003. A ideia era fazer um som de protesto, tendo os ritmos afro-brasileiros como carro chefe. Djambê é um tambor africano. Pode ser chamado de djembe, djembé, preferimos uma forma mais brasileira, por isso a escrita ficou como pronunciamos. Queríamos que nosso som fosse forte e imponente como é o som desse tambor específico

2) Como vocês ficaram sabendo do Festival da Canção de Alvinópolis?

Não me lembro ao certo como ficamos sabendo, não sei se foi alguma pessoa que comentou com a gente ou se foi no site Festivais do Brasil

3) Vocês já passaram por outros Festivais da Canção? Como vocês avaliam a importância desses eventos para artistas como vocês.

Já passamos por vários! Acho que já participamos de uns 30 festivais ao todo e fomos premiados em 13 vezes. Pra gente foram de extrema importância, pois foi com a grana desses prêmios que gravamos nossos 2 discos.

4) Nos conte um pouco sobre sua experiência ao participar dos Festivais da Canção de Alvinópolis. Há algum fato memorável que ficou na lembrança?

Acho que a coisa mais legal de participar dos festivais de Alvinópolis foi poder conhecer as pessoas da cidade, fizemos grandes amizades reais por ai, e isso é melhor do que qualquer prêmio! Um fato engraçado foi em 2013 (acho! rs..) foi um ano que a gente tava sem grana pra ir, mas arrumamos uma emprestada pra por gasolina. Dormimos e trocamos de roupa no carro, pois não podíamos pagar hospedagem. Mas no fim das contas pudemos pagar o “empréstimo”!

Djambê

Apresentação no 34º Festival da Canção de Alvinópolis

5) Vocês ainda se sentem motivados para participar do Festival. Quando receberemos novamente sua visita?

Claro que sim! Estamos doidos pra rever o pessoal. Quem sabe a gente não faz um show aí esse ano!?!

6) Em 2009 vocês conquistaram o segundo lugar com a canção “Oração à Vida”, ficaram um tempo sem participar e depois retornaram em 2013, 2014 e 2015, conquistando respectivamente dois 1° (Cativeiro e Trovão) e um 2° lugar (Pião). Qual o segredo do seu sucesso nos palcos alvinopolenses? A banda traz alguma carta na manga, rs?

Acho que a carta na manga é o trabalho duro mesmo e cantar mensagens nas quais a gente acredita, né? Assim quem tá escutando sente a nossa verdade fazer sentido! Além de escrever coisas que a gente entende que é relevante prum mundo melhor, ensaiamos muito, dedicamos muito na parte artística, filmamos nossas apresentações e depois assistimos com critério, vendo o que tamo fazendo que é legal e o que tá ruim… e assim vamos caminhando passo por passo.

7) Nesses anos em que estamos acompanhando seu trabalho nós pudemos notar que vocês estão em constante mutação. A Djambê de agora é diferente daquela de 2009. O que mudou e o que permanece?

A música pra gente é uma coisa muito pessoal, sabe? Ela reflete, de alguma maneira, o que estamos pensando, desejando, questionando naquele momento. Acho que a mutação do Djambê é natural, como a minha ou a sua. Acordamos todo dia uma pessoa diferente, aprendemos todo dia uma coisa nova… cada pessoa que entra na banda trás sua vivência, sua musicalidade e por isso nosso som é uma coisa viva e orgânica. O que permanece é nossa essência, a vontade de fazer musicas que vão inspirar mudanças positivas nas pessoas que nos ouvirem!

8) O Festival da Canção de Alvinópolis contribuiu de alguma forma para a formação musical da Banda Djambê?

Não sei se diretamente, com alguma coisa específica, mas creio que cada vivência no universo da música acrescenta. Nem que seja pra conhecer um som que a gente não conhecia. Por exemplo: em 2010 participamos do festival com “Vale a metade” (não fomos contemplados com premiação) e pudemos conhecer Babi Jaques e os Sicilianos, um som muito legal, lá de Pernambuco. Algum tempo depois, dividimos o palco com eles por esse elo que criamos em Alvinópolis

9) Quais os próximos projetos musicais da banda (shows, gravações, etc.)?

Vamos lançar o clipe oficial de Trovão na segunda quinzena de agosto e estamos iniciando a pré-produção do nosso novo disco, que deve sair no final desse ano.

Djambê

Apresentação no 34º Festival da Canção de Alvinópolis

Fim da Entrevista

Se quiserem conhecer mais sobre o Djambê, ou fazer contato para shows basta acessar sua página no Facebook, ou entrar em contato pelo site da banda. O ’36º Festival da Canção de Alvinópolis’ será realizado nos dias 7, 8 e 9 de Setembro, e contará com a participação de artistas e bandas prestigiados como o Djambê. As inscrições vão até o dia 24 de Agosto, consulte o regulamento e inscreva-se!

 

O JORNAL BOM DIA APOIA O FESTIVAL

Pioneiro na lida diária do jornalismo da região, o  Jornal Bom Dia chegou às bancas em 1998, ano e mês de Copa do Mundo. Circulou em formato standard durante grande parte de sua história e hoje é tabloide, um dos primeiros em Minas, seguindo tendência mundial e visando à economia de papel, preservação do meio ambiente e, claro, à praticidade do leitor. Hoje em dia o Bom Dia conta com sua versão online, e preenche o quadro de apoiadores do Festival da Canção.

O Festival é resultado da iniciativa de uma equipe de voluntários em parceria com o Instituto Martelo de Desenvolvimento e Gestão, a edição de 2017 é patrocinada primordialmente pela Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais – CODEMIG, através da Secretaria de Estado de Governo -SEGOV – MG, por meio do edital 2017/1 de chamamento público para cessão de patrocínio. Além disso o evento conta com o apoio da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte, Lazer e Turismo  SECTUR, Prefeitura Municipal de Alvinópolis e Câmara Municipal.

O ’36º Festival da Canção de Alvinópolis’ será realizado nos dias 7, 8 e 9 de Setembro. Para realização do concurso serão selecionadas 20 músicas dos mais variados estilos, para que ao final do evento as vencedoras recebam troféus e prêmios em dinheiro. As inscrições vão até o dia 24 de Agosto, consulte o regulamento e inscreva-se!

Patrocínio:

Realização:

Banda Santo Antônio

 

A Alternativa FM apoia o Festival da Canção

No ar desde 1989 a Alternativa FM surgiu com a proposta de levar ao ouvinte uma programação que agrada todas as idades e classes sociais.

Considerada como uma das principais emissoras do interior de Minas a Alternativa FM é a emissora que mais dá prêmios, faz as melhores promoções e participa das principais ações sociais, se tornando assim uma rádio mais interativa e focada no ouvinte.

E este ano a rádio desponta como uma das principais parceiras do nosso evento.

O Festival é resultado da iniciativa de uma equipe de voluntários em parceria com o Instituto Martelo de Desenvolvimento e Gestão, a edição de 2017 é patrocinada primordialmente pela Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (CODEMIG), através da Secretaria de Estado de Governo (SEGOV – MG), por meio do edital 2017/1 de chamamento público para cessão de patrocínio. Além disso o evento conta com o apoio da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte, Lazer e Turismo (SECTUR), Prefeitura Municipal de Alvinópolis e Câmara Municipal.

O ’36º Festival da Canção de Alvinópolis’ será realizado nos dias 7, 8 e 9 de Setembro. Para realização do concurso serão selecionadas 20 músicas dos mais variados estilos, para que ao final do evento as vencedoras recebam troféus e prêmios em dinheiro. As inscrições vão até o dia 24 de Agosto, consulte o regulamento e inscreva-se!

Patrocínio:

Realização:

Banda Santo Antônio

 

A PREMIAÇÃO FOI ELEVADA!

O ’36º Festival da Canção de Alvinópolis” agora irá distribuir R$12.000 em prêmios! O aumento foi possível graças ao apoio da Prefeitura Municipal de Alvinópolis e da Câmara Municipal. A PREMIAÇÃO FOI ELEVADA!

Assim sendo, os músicos serão premiados conforme classificação a seguir:

  • 1° Lugar – R$ 4.500,00 + Troféu;
  • 2º Lugar – R$ 3.000,00 + Troféu;
  • 3º Lugar – R$ 1.500,00 + Troféu;
  • Voto Popular – R$ 1.000,00 + Troféu;
  • Melhor intérprete – R$ 1.000,00 + Troféu;
  • Melhor Letra – R$ 1.000,00 + Troféu;

A PREMIAÇÃO FOI ELEVADA!

O Festival acontecerá nos dias 7, 8 e 9 de Setembro, as inscrições continuarão abertas até 24 de agosto, consulte nosso regulamento e inscreva-se.

Patrocínio:

Realização:

Inscrições Abertas!

Inscrições Abertas! É com grande alegria que anunciamos mais uma etapa desse valioso projeto! Ao longo de suas 35 edições o Festival movimentou e animou a vida cultural local e regional, e nesta edição ergue-se mais uma vez como guardião do legado da arte, cultura e da tradição cancioneira. Agradecemos a todos que têm nos acompanhado até aqui, e damos boas vindas aos que estão chegando.

As inscrições para o ’36º Festival da Canção de Alvinópolis’ já estão abertas! O evento será realizado em três dias consecutivos, 07, 08 e 09 de setembro de 2017, em Alvinópolis, MG. Iremos selecionar em todo território nacional 20 músicas de variados estilos e origens culturais, para então, a partir do voto popular e de um corpo de jurados premiar as melhores. Consulte nosso regulamento e fique por dentro de tudo, as inscrições vão até o dia 24 de Agosto e para inscrever-se é muito simples, basta preencher o formulário em nosso site.

Inscrições Abertas! Até o dia 24 de Agosto.

Aguardamos ansiosamente a sua inscrição, para mais informações entre em contato conosco!

Patrocínio

Festival Alvinópolis - Codemig

Realização

Festival Alvinópolis - Codemig         Banda Santo Antônio

36º Festival da Canção – 2017

O ’36º Festival da Canção de Alvinópolis’ está acontecendo, e dada a importância desse evento para a formação cultural local e regional, uma Comissão Organizadora do Festival se fez imprescindível para sua renovação e continuidade. Esta Comissão foi formada em meados de novembro de 2016 e é responsável por toda infraestrutura do evento, sua organização, planejamento, cronograma, divulgação, diálogo com as instituições, pagamento dos fornecedores, assistência aos músicos, etc.

Atualmente

No presente estamos finalizando aspectos da produção que iniciou-se ano passado.  Entre os meses de novembro e fevereiro foram feitas reuniões com a Comissão para um levantamento de ideias, logo após, iniciou-se a escrita do projeto, a qual foi levada a cabo em meados de março. A essa altura apresentamos nosso projeto à Secretaria de Estado de Governo de Minas Gerais –SEGOV/MG, através do chamamento público para sessão de patrocínio 01/2017, que ao final de Abril divulgou seu resultado aprovando a cessão de um patrocínio de R$30.000 para o nosso evento.

O ’36º Festival da Canção’ será realizado por meio do amparo institucional do Instituto Martelo de Desenvolvimento e Gestão – IMDG, através do patrocínio da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais – CODEMG, com amparo da Prefeitura Municipal de Alvinópolis e Câmara Municipal. Durante estes curtos 6 meses nossas energias foram investidas em estudos, levantamentos, reuniões, orçamento, escrita do projeto, desenvolvimento do site, etc., tendo em vista deixar o Festival da Canção com uma cara nova.

Agora, o Festival da Canção de Alvinópolis prepara-se para mais uma vez abrir as portas para músicos e compositores apresentarem-se no seu palco. A 36ª Edição, acontecerá nos dia 7, 8 e 9 de Setembro, em frente à praça da Matriz do Rosário, centro histórico de Alvinópolis. A curadoria do evento selecionará entre os inscritos 20 músicas, ao final do evento as mais bem votadas serão premiadas em dinheiro, segundo consta no regulamento.

Em caso de dúvidas entre em contato conosco através de nossas redes sociais ou pelo nosso formulário de contato: http://www.festivalalvinopolis.com.br/contato/

Patrocínio

Realização

         Banda Santo Antônio

O Rock nos Festivais

Atualmente o rock aparece como um dos estilos de maior prestígio no cenário musical, sendo admirado por pessoas de todas as idades e diferentes origens culturais. Entretanto, essa história nem sempre foi assim. A princípio, o swing de Chuck Berry, Elvis e dos meninos de Liverpool foi recebido nas terras tupiniquins com olhares de desaprovação, e sofreu duras resistências.  Até que caísse nas graças do povo a levada das guitarras elétricas rendeu muita dor de cabeça a seus entusiastas.

O início da enxaqueca

Essa rixa iniciou-se mais ou menos no Brasil dos anos 60, num cenário onde profundas transformações se processavam por toda sociedade. O mundo tava uma b****vivia sob grande tensão, ditaduras eclodiam no Brasil e na América Latina, e uma grande guerra nuclear ameaçava a vida no planeta. Enquanto as grandes potências da época disputavam pela supremacia política, a música cumpria seu papel levando mensagens revolucionárias, de paz,  transformação, mudança de hábitos que incentivavam a busca por novas experiências e ideais. Ela passou a ocupar um lugar central na vida da juventude e das vanguardas artísticas, sobretudo com o advento dos meios de comunicação em larga escala.

Foi  nessa mesma época que o Rock apareceu metendo o lokocom força total. O estilo prometia renovar os ânimos da cultura e promover uma verdadeira revolução nos costumes. O Rock se comunicava de maneira muito eficaz com a juventude da época, correspondendo às suas necessidade de renovação transformando-se num sinônimo de rebeldia e contracultura. Nesta época surgiram grandes ícones da música, tais como Jimi DeusHendrix, Beatles, Rolling Stones, Janis Joplin, entre outros, que tornaram-se os emissários doa anseios de vanguarda e influenciaram as gerações posteriores de músicos e artistas.

Enquanto isso: na terra do pandeiro

Em território verde-amarelo outras questões se processavam no bojo da cultura. Os artistas brasileiros buscavam uma arte comprometida e engajada com as questões nacionais. Procurava-se por meio da música algo que traduzisse “a cara” do povo brasileiro, que falasse das nossas mazelas, contemplasse as especificidade da nossa cultura e protestasse contra o temerpoder vigente. Então um cenário onde a música participava ativamente na elaboração das nossas demandas e na construção de uma identidade nacional formou-se.

Arte de Chico Shiko

 

Assim, inspirada na ideia de emancipação nacional e naquilo que aquela geração de compositores considerava a genuína expressão da cultura brasileira a MPB consolidou-se. Valorizava-se sobretudo as canções cujo conteúdo fosse explicitamente político e de protesto, e o que tivesse raízes no samba e em outros ritmos regionais. Pouco a pouco os músicos estabeleceram uma certa aversão á novidade do Rock e ao Pop internacional como um todo. Toda essa resistência não era sem razão, e justificava-se pelo grande ressentimento que os latinos, as antigas colonias, entre outros povos do “terceiro mundo, nutriam em relação às nações do norte. Muitos artistas, sobretudo os mais à esquerda, viam com grande desgosto a postura dos EUA no cenário mundial e temiam que a sua supremacia politica e cultural beirasse ao imperialismo e ao colonialismo. Assim, tudo que fosse associado aos símbolos da cultura estadunidense e européia sofriam uma grave censura.

Beatles a granel

O movimento do iê-iê-iê, emcabeçado pelos artistas da jovem guarda foi fortemente antagonizado pelos emepebistas. No dia 17 de Julho de 67 a polêmica em torno da invasão ianque e da guerra ao ie-iê-iê chegou a seu ponto máximo, culminando num ato que ficou conhecido como “passeata contra a guitarra elétrica”. Vários artistas renomados participaram desse ato, como Elis Regina, Jair Rodrigues, Geraldo Vandré, Gilberto Gil, entre outros fãs e compositores que foram apoiar a causa emepebista. Entretanto, a despeito dos rechaços, o Rock infiltrou-se sutilmente em nossa cultura.

O próprio Gilberto fanfarrãoGil, que mesmo participando do ato contra a guitarra, foi um pioneiro na incorporação do Rock e do Pop para dentro da cultura brasileira. Em 67 o compositor participou do III Festival de Música Popular Brasileira juntamente os roqueiros de sampa Os Mutantes, disputando com a canção “Domingo no Parque”. Caetano Veloso também estava concorrendo nesse festival e causou alvoroço com sua canção “Alegria Alegria” que tinha como elemento de destaque as guitarras da banda argentina de rock Beat Boys. Para surpresa de todos Gil ficou em segundo lugar, e Caetano em quarto, juntamente com “Roda Viva” de Chico Buarque em terceiro, e “Ponteio” de Edu Lobo em primeiro.

Roça n’ roll

Em entrevista, Chico Buarque afirma que de tempos em tempos os festivais vão destacando algum formato de canção que acaba se tornadno mais o mais prestigiado, configurando o modelo de “Música de Festival”. O Rock entrou nos festivais como uma espécie de dinamizador, para quebrar a monotonia e desestabilizar os fundamentos da “música de festival”. A competência, a simpatia e o carisma dos artistas, como Rita Lee, Raul, Os Mutantes fez com que os roqueiros brasileiros fossem respeitados no panteão da cultura brasileira. A partir daí o estilo cresceu no Brasil, independentemente das resistências culturais, e das dificuldades com o idioma o Rock hasteou sua bandeira em solo brasileiro.

Curiosamente, apesar de localizar-se no interior de Minas, numa região com características rurais, Alvinópolis é uma cidade muito roqueira. Algumas bandas da cidade destacaram-se pela participação no festival, entre as precursoras Porão 71, Kalamidade Pública, Fator Alma e Vovó Piluca, e mais recentemente Estorvo, Paralello, Ponto Morto, Sistema Confuso, entre outros. São tantos projetos que apenas um artigo sobre eles não bastaria, pelo visto o rock é um dos principais ingredientes da cozinha alvinopolense.

O Festival da Canção de Alvinópolis é um evento que busca incentivar a pluralidade de estilos, selecionando trabalhos que prezem pela diversidade estética, rítmica e pela criatividade em todos seus matizes, assim ele busca atrair toda variedade de gêneros, e interpretações musicais, fazendo com que o Rock seja muito bem vindo entre todos os outros estilos.

 

Patrocínio

Realização

        

A importância cultural dos Festivais

Os festivais assumiram uma importância vital para a cultura brasileira, sobretudo a partir da segunda metade dos anos 60 com a transmissão dos célebres festivais da canção da TV Record. O esquema inicial destes concursos (os festivais) foi inspirado no modelo do Festival de Sanremo, na Itália, entretanto, a experiência brasileira ganharia outros contornos e um peso diferente.

Origens

Os festivais da década de 60 fomentaram o sucesso e a popularização da MPB, assim como de grandes nomes da música brasileira atual, tais como Chico Buarque, Gilberto Gil, Elis Regina, Caetano Veloso, Edu Lobo, Roberto Carlos, entre outros.

 

Caetano¹ afirma que, em tempos de ditadura militar, os festivais transformaram-se em um porta-voz privilegiado dos desejos da juventude e das vanguardas nacionais, em termos políticos, literários e musicais. Segundo o compositor, pode-se considerar que os festivais, cujo carro chefe é a canção, simbolizam “o ponto de interseção entre o mundo estudantil, e a ampla massa de espectadores.”

De acordo com Santuza Naves², estes festivais foram um dos principais veículos responsáveis pela notoriedade que a canção popular alcançou no Brasil, conquistando uma posição hegemônica no cenário artístico nacional. A modalidade canção suplantou as artes plásticas, o teatro e o cinema, notabilizando-se na arte de traçar paralelos entre assuntos do cotidiano e os dilemas no âmbito da estética, da cultura, da ciência e da vida social.

Festivais: um caldeirão cultural

Os festivais atraem uma vasta gama de artistas, e assim, transformam-se em uma arena de debates ligados à identidade nacional, justiça social e modernização do país. Uma das principais consequências dos encontros ocasionados pelos festivais foi o nascimento do movimento artístico e intelectual que se denominou Tropicalismo.

Personalidades como Nara Leão, Tom Zé, Gil, Caetano e Mutantes, estimulados pelo impacto da cultura Pop, do Rock e dos movimentos de vanguarda  borbulhando mundo afora, uniram-se para formar o que ficou conhecido como o movimento brasileiro de contracultura.  Inspirados pela ideia da antropofagia cultural do escritor modernista Oswald de Andrade, os Tropicalistas buscavam a síntese das mais diversas culturas de procedência nacional e mundial, procurando enriquecer e oxigenar a arte brasileira.

Desdobramentos

Este pensamento logo se alastrou entre músicos e fazedores de arte, e em consequência disso, as experimentações e os sincretismos se tornaram mais frequentes, permitindo aos artistas uma maior liberdade no processo de criação. Desta forma se tornou lícito aos compositores comentarem os mais diversos aspectos da vida, e assim, os festivais transformaram-se em amplos espaços onde valoriza-se a novidade e o diferente.

O Festival da Canção de Alvinópolis é herdeiro desse cenário de profundas transformações na cultura. Assim, tendo em vista manter-se fiel a seu contexto de origem ele procura ser um espaço de livre expressão e acolhimento da multiplicidade cultural, possibilitando aos artistas de todos gêneros e origens culturais uma oportunidade para apresentarem seus trabalhos ao público.
___________________
¹ VELOSO, Caetano. Verdade tropical. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.
²NAVES, Santuza Cambraia. Canção popular no Brasil. Civilização Brasileira, 2010.

 

Patrocínio

Realização

        

Os primórdios do Festival

Os primórdios do Festival  foram realizados na década de 70. Na época, os organizadores não imaginavam que estavam iniciando uma tradição que continuaria por quase meio século. O primeiro concurso foi promovido em 1976 pelos formandos do Curso Técnico de Contabilidade, em seu esforço de arrecadação de fundos para sua festa de formatura.

A primeira canção

Na ocasião a canção vencedora foi ‘Casas de Barro’, do sete-lagoano Flávio do Carmo. Trata-se de uma música de matriz sertaneja, com ingredientes de choro e seresta. Seu título leva o nosso imaginário ao passado ruralista no interior, com seus casebres, casarões e casas de pau-a-pique. A melodia evoca elementos da memória do artista que dão uma tonalidade bucólica e sentimental à canção. Para narrar os episódios vivenciados pelo eu lírico a letra adota uma linguagem simples e coloquial, próxima do cotidiano, tal como uma prosa mineira. O autor apela à nostalgia dos tempos idos e exalta a vida simples no interior, convidando o ouvinte a enxergar através de suas recordações.

Na atualidade

A partir de então foram realizadas outras 35 edições, que movimentaram a vida cultural local e regional, atraindo a participação de milhares de espectadores, e centenas de artistas, intérpretes, músicos, compositores, profissionais do ramo audiovisual, e toda uma rede de interlocutores do Brasil inteiro. O Festival instalou-se em diversas localidades do município ao longo dos anos. Primeiramente, na “E.E Prof. Cândido Gomes”, depois, no clube Alvinopolense,  Praça de Esportes (atual APAE), Nicks Bar, entre outros, até se estabelecer na Praça São Sebastião, nossa praça maior e mais ampla.

Atualmente, nos arredores do Médio Piracicaba, Alvinópolis é a única cidade a protagonizar a realização de um festival de música, sendo a pioneira regional na promoção de um evento desse tipo e abrangência. O Festival da Canção hoje se caracteriza como um evento de ampla concorrência, acolhendo músicos de variados estilos e origens culturais. Assim, ele favorece o intercâmbio turístico, cultural e a interação entre visitantes, músicos locais e a comunidade, proporcionando diversos encontros, vivências e trocas de experiências.

 

Patrocínio

Realização