ENTREVISTA COM A BANDA DJAMBÊ

Com doze anos de carreira, trilhada através da autogestão, o Djambêestá em ascensão. A banda vem se destacando em premiações e importantes festivais, ao todo são 13 prêmios, sendo os dois últimos conquistados no maior festival de bandas independentes do Brasil, o WebFestValda (2015) – Melhor Banda e Vocalista Revelação. Em turnê com seu segundo disco, Encruzilhadas, a banda vendeu mais de 2.500 CD´s e realizou mais de 50 shows, em 23 cidades de 7 estados diferentes (MG, SP, RJ, ES, PB, PE e CE).

O Dambê tem como integrantes Emílio Dragão (voz), Priscilla Glenda (voz e sampler), Maýra Motta (percussão), Júnior Caban (baixo/guitarra), Alex Bartelega (bateria) e Biel Sant’Anna (teclado). A banda passou pelo Festival da Canção de Alvinópolis nas 29ª, 30ª 33ª, 34ª e 35ª edições do evento, sendo premiada em todas, exceto na 30ª. A entrevista abaixo foi respondida por Emílio Sant’Anna, membro fundador da banda.

 

Entrevista – Banda Djambê

1) Para início de conversa, fale um pouco sobre a banda. Como ela surgiu? Existe uma explicação para seu nome?

A banda foi formada por mim e mais 2 amigos, que eram do grupo de capoeira que eu fazia parte, em 2003. A ideia era fazer um som de protesto, tendo os ritmos afro-brasileiros como carro chefe. Djambê é um tambor africano. Pode ser chamado de djembe, djembé, preferimos uma forma mais brasileira, por isso a escrita ficou como pronunciamos. Queríamos que nosso som fosse forte e imponente como é o som desse tambor específico

2) Como vocês ficaram sabendo do Festival da Canção de Alvinópolis?

Não me lembro ao certo como ficamos sabendo, não sei se foi alguma pessoa que comentou com a gente ou se foi no site Festivais do Brasil

3) Vocês já passaram por outros Festivais da Canção? Como vocês avaliam a importância desses eventos para artistas como vocês.

Já passamos por vários! Acho que já participamos de uns 30 festivais ao todo e fomos premiados em 13 vezes. Pra gente foram de extrema importância, pois foi com a grana desses prêmios que gravamos nossos 2 discos.

4) Nos conte um pouco sobre sua experiência ao participar dos Festivais da Canção de Alvinópolis. Há algum fato memorável que ficou na lembrança?

Acho que a coisa mais legal de participar dos festivais de Alvinópolis foi poder conhecer as pessoas da cidade, fizemos grandes amizades reais por ai, e isso é melhor do que qualquer prêmio! Um fato engraçado foi em 2013 (acho! rs..) foi um ano que a gente tava sem grana pra ir, mas arrumamos uma emprestada pra por gasolina. Dormimos e trocamos de roupa no carro, pois não podíamos pagar hospedagem. Mas no fim das contas pudemos pagar o “empréstimo”!

Djambê
Apresentação no 34º Festival da Canção de Alvinópolis

5) Vocês ainda se sentem motivados para participar do Festival. Quando receberemos novamente sua visita?

Claro que sim! Estamos doidos pra rever o pessoal. Quem sabe a gente não faz um show aí esse ano!?!

6) Em 2009 vocês conquistaram o segundo lugar com a canção “Oração à Vida”, ficaram um tempo sem participar e depois retornaram em 2013, 2014 e 2015, conquistando respectivamente dois 1° (Cativeiro e Trovão) e um 2° lugar (Pião). Qual o segredo do seu sucesso nos palcos alvinopolenses? A banda traz alguma carta na manga, rs?

Acho que a carta na manga é o trabalho duro mesmo e cantar mensagens nas quais a gente acredita, né? Assim quem tá escutando sente a nossa verdade fazer sentido! Além de escrever coisas que a gente entende que é relevante prum mundo melhor, ensaiamos muito, dedicamos muito na parte artística, filmamos nossas apresentações e depois assistimos com critério, vendo o que tamo fazendo que é legal e o que tá ruim… e assim vamos caminhando passo por passo.

7) Nesses anos em que estamos acompanhando seu trabalho nós pudemos notar que vocês estão em constante mutação. A Djambê de agora é diferente daquela de 2009. O que mudou e o que permanece?

A música pra gente é uma coisa muito pessoal, sabe? Ela reflete, de alguma maneira, o que estamos pensando, desejando, questionando naquele momento. Acho que a mutação do Djambê é natural, como a minha ou a sua. Acordamos todo dia uma pessoa diferente, aprendemos todo dia uma coisa nova… cada pessoa que entra na banda trás sua vivência, sua musicalidade e por isso nosso som é uma coisa viva e orgânica. O que permanece é nossa essência, a vontade de fazer musicas que vão inspirar mudanças positivas nas pessoas que nos ouvirem!

8) O Festival da Canção de Alvinópolis contribuiu de alguma forma para a formação musical da Banda Djambê?

Não sei se diretamente, com alguma coisa específica, mas creio que cada vivência no universo da música acrescenta. Nem que seja pra conhecer um som que a gente não conhecia. Por exemplo: em 2010 participamos do festival com “Vale a metade” (não fomos contemplados com premiação) e pudemos conhecer Babi Jaques e os Sicilianos, um som muito legal, lá de Pernambuco. Algum tempo depois, dividimos o palco com eles por esse elo que criamos em Alvinópolis

9) Quais os próximos projetos musicais da banda (shows, gravações, etc.)?

Vamos lançar o clipe oficial de Trovão na segunda quinzena de agosto e estamos iniciando a pré-produção do nosso novo disco, que deve sair no final desse ano.

Djambê
Apresentação no 34º Festival da Canção de Alvinópolis
Fim da Entrevista

Se quiserem conhecer mais sobre o Djambê, ou fazer contato para shows basta acessar sua página no Facebook, ou entrar em contato pelo site da banda. O ’36º Festival da Canção de Alvinópolis’ será realizado nos dias 7, 8 e 9 de Setembro, e contará com a participação de artistas e bandas prestigiados como o Djambê. As inscrições vão até o dia 24 de Agosto, consulte o regulamento e inscreva-se!

 

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