A PREMIAÇÃO FOI ELEVADA!

O ’36º Festival da Canção de Alvinópolis” agora irá distribuir R$12.000 em prêmios! O aumento foi possível graças ao apoio da Prefeitura Municipal de Alvinópolis e da Câmara Municipal. A PREMIAÇÃO FOI ELEVADA!

Assim sendo, os músicos serão premiados conforme classificação a seguir:

  • 1° Lugar – R$ 4.500,00 + Troféu;
  • 2º Lugar – R$ 3.000,00 + Troféu;
  • 3º Lugar – R$ 1.500,00 + Troféu;
  • Voto Popular – R$ 1.000,00 + Troféu;
  • Melhor intérprete – R$ 1.000,00 + Troféu;
  • Melhor Letra – R$ 1.000,00 + Troféu;

A PREMIAÇÃO FOI ELEVADA!

O Festival acontecerá nos dias 7, 8 e 9 de Setembro, as inscrições continuarão abertas até 24 de agosto, consulte nosso regulamento e inscreva-se.

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Inscrições Abertas!

Inscrições Abertas! É com grande alegria que anunciamos mais uma etapa desse valioso projeto! Ao longo de suas 35 edições o Festival movimentou e animou a vida cultural local e regional, e nesta edição ergue-se mais uma vez como guardião do legado da arte, cultura e da tradição cancioneira. Agradecemos a todos que têm nos acompanhado até aqui, e damos boas vindas aos que estão chegando.

As inscrições para o ’36º Festival da Canção de Alvinópolis’ já estão abertas! O evento será realizado em três dias consecutivos, 07, 08 e 09 de setembro de 2017, em Alvinópolis, MG. Iremos selecionar em todo território nacional 20 músicas de variados estilos e origens culturais, para então, a partir do voto popular e de um corpo de jurados premiar as melhores. Consulte nosso regulamento e fique por dentro de tudo, as inscrições vão até o dia 24 de Agosto e para inscrever-se é muito simples, basta preencher o formulário em nosso site.

Inscrições Abertas! Até o dia 24 de Agosto.

Aguardamos ansiosamente a sua inscrição, para mais informações entre em contato conosco!

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Festival Alvinópolis - Codemig

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Festival Alvinópolis - Codemig         Banda Santo Antônio

36º Festival da Canção – 2017

O ’36º Festival da Canção de Alvinópolis’ está acontecendo, e dada a importância desse evento para a formação cultural local e regional, uma Comissão Organizadora do Festival se fez imprescindível para sua renovação e continuidade. Esta Comissão foi formada em meados de novembro de 2016 e é responsável por toda infraestrutura do evento, sua organização, planejamento, cronograma, divulgação, diálogo com as instituições, pagamento dos fornecedores, assistência aos músicos, etc.

Atualmente

No presente estamos finalizando aspectos da produção que iniciou-se ano passado.  Entre os meses de novembro e fevereiro foram feitas reuniões com a Comissão para um levantamento de ideias, logo após, iniciou-se a escrita do projeto, a qual foi levada a cabo em meados de março. A essa altura apresentamos nosso projeto à Secretaria de Estado de Governo de Minas Gerais –SEGOV/MG, através do chamamento público para sessão de patrocínio 01/2017, que ao final de Abril divulgou seu resultado aprovando a cessão de um patrocínio de R$30.000 para o nosso evento.

O ’36º Festival da Canção’ será realizado por meio do amparo institucional do Instituto Martelo de Desenvolvimento e Gestão – IMDG, através do patrocínio da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais – CODEMG, com amparo da Prefeitura Municipal de Alvinópolis e Câmara Municipal. Durante estes curtos 6 meses nossas energias foram investidas em estudos, levantamentos, reuniões, orçamento, escrita do projeto, desenvolvimento do site, etc., tendo em vista deixar o Festival da Canção com uma cara nova.

Agora, o Festival da Canção de Alvinópolis prepara-se para mais uma vez abrir as portas para músicos e compositores apresentarem-se no seu palco. A 36ª Edição, acontecerá nos dia 7, 8 e 9 de Setembro, em frente à praça da Matriz do Rosário, centro histórico de Alvinópolis. A curadoria do evento selecionará entre os inscritos 20 músicas, ao final do evento as mais bem votadas serão premiadas em dinheiro, segundo consta no regulamento.

Em caso de dúvidas entre em contato conosco através de nossas redes sociais ou pelo nosso formulário de contato: http://www.festivalalvinopolis.com.br/contato/

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         Banda Santo Antônio

O Rock nos Festivais

Atualmente o rock aparece como um dos estilos de maior prestígio no cenário musical, sendo admirado por pessoas de todas as idades e diferentes origens culturais. Entretanto, essa história nem sempre foi assim. A princípio, o swing de Chuck Berry, Elvis e dos meninos de Liverpool foi recebido nas terras tupiniquins com olhares de desaprovação, e sofreu duras resistências.  Até que caísse nas graças do povo a levada das guitarras elétricas rendeu muita dor de cabeça a seus entusiastas.

O início da enxaqueca

Essa rixa iniciou-se mais ou menos no Brasil dos anos 60, num cenário onde profundas transformações se processavam por toda sociedade. O mundo tava uma b****vivia sob grande tensão, ditaduras eclodiam no Brasil e na América Latina, e uma grande guerra nuclear ameaçava a vida no planeta. Enquanto as grandes potências da época disputavam pela supremacia política, a música cumpria seu papel levando mensagens revolucionárias, de paz,  transformação, mudança de hábitos que incentivavam a busca por novas experiências e ideais. Ela passou a ocupar um lugar central na vida da juventude e das vanguardas artísticas, sobretudo com o advento dos meios de comunicação em larga escala.

Foi  nessa mesma época que o Rock apareceu metendo o lokocom força total. O estilo prometia renovar os ânimos da cultura e promover uma verdadeira revolução nos costumes. O Rock se comunicava de maneira muito eficaz com a juventude da época, correspondendo às suas necessidade de renovação transformando-se num sinônimo de rebeldia e contracultura. Nesta época surgiram grandes ícones da música, tais como Jimi DeusHendrix, Beatles, Rolling Stones, Janis Joplin, entre outros, que tornaram-se os emissários doa anseios de vanguarda e influenciaram as gerações posteriores de músicos e artistas.

Enquanto isso: na terra do pandeiro

Em território verde-amarelo outras questões se processavam no bojo da cultura. Os artistas brasileiros buscavam uma arte comprometida e engajada com as questões nacionais. Procurava-se por meio da música algo que traduzisse “a cara” do povo brasileiro, que falasse das nossas mazelas, contemplasse as especificidade da nossa cultura e protestasse contra o temerpoder vigente. Então um cenário onde a música participava ativamente na elaboração das nossas demandas e na construção de uma identidade nacional formou-se.

Arte de Chico Shiko

 

Assim, inspirada na ideia de emancipação nacional e naquilo que aquela geração de compositores considerava a genuína expressão da cultura brasileira a MPB consolidou-se. Valorizava-se sobretudo as canções cujo conteúdo fosse explicitamente político e de protesto, e o que tivesse raízes no samba e em outros ritmos regionais. Pouco a pouco os músicos estabeleceram uma certa aversão á novidade do Rock e ao Pop internacional como um todo. Toda essa resistência não era sem razão, e justificava-se pelo grande ressentimento que os latinos, as antigas colonias, entre outros povos do “terceiro mundo, nutriam em relação às nações do norte. Muitos artistas, sobretudo os mais à esquerda, viam com grande desgosto a postura dos EUA no cenário mundial e temiam que a sua supremacia politica e cultural beirasse ao imperialismo e ao colonialismo. Assim, tudo que fosse associado aos símbolos da cultura estadunidense e européia sofriam uma grave censura.

Beatles a granel

O movimento do iê-iê-iê, emcabeçado pelos artistas da jovem guarda foi fortemente antagonizado pelos emepebistas. No dia 17 de Julho de 67 a polêmica em torno da invasão ianque e da guerra ao ie-iê-iê chegou a seu ponto máximo, culminando num ato que ficou conhecido como “passeata contra a guitarra elétrica”. Vários artistas renomados participaram desse ato, como Elis Regina, Jair Rodrigues, Geraldo Vandré, Gilberto Gil, entre outros fãs e compositores que foram apoiar a causa emepebista. Entretanto, a despeito dos rechaços, o Rock infiltrou-se sutilmente em nossa cultura.

O próprio Gilberto fanfarrãoGil, que mesmo participando do ato contra a guitarra, foi um pioneiro na incorporação do Rock e do Pop para dentro da cultura brasileira. Em 67 o compositor participou do III Festival de Música Popular Brasileira juntamente os roqueiros de sampa Os Mutantes, disputando com a canção “Domingo no Parque”. Caetano Veloso também estava concorrendo nesse festival e causou alvoroço com sua canção “Alegria Alegria” que tinha como elemento de destaque as guitarras da banda argentina de rock Beat Boys. Para surpresa de todos Gil ficou em segundo lugar, e Caetano em quarto, juntamente com “Roda Viva” de Chico Buarque em terceiro, e “Ponteio” de Edu Lobo em primeiro.

Roça n’ roll

Em entrevista, Chico Buarque afirma que de tempos em tempos os festivais vão destacando algum formato de canção que acaba se tornadno mais o mais prestigiado, configurando o modelo de “Música de Festival”. O Rock entrou nos festivais como uma espécie de dinamizador, para quebrar a monotonia e desestabilizar os fundamentos da “música de festival”. A competência, a simpatia e o carisma dos artistas, como Rita Lee, Raul, Os Mutantes fez com que os roqueiros brasileiros fossem respeitados no panteão da cultura brasileira. A partir daí o estilo cresceu no Brasil, independentemente das resistências culturais, e das dificuldades com o idioma o Rock hasteou sua bandeira em solo brasileiro.

Curiosamente, apesar de localizar-se no interior de Minas, numa região com características rurais, Alvinópolis é uma cidade muito roqueira. Algumas bandas da cidade destacaram-se pela participação no festival, entre as precursoras Porão 71, Kalamidade Pública, Fator Alma e Vovó Piluca, e mais recentemente Estorvo, Paralello, Ponto Morto, Sistema Confuso, entre outros. São tantos projetos que apenas um artigo sobre eles não bastaria, pelo visto o rock é um dos principais ingredientes da cozinha alvinopolense.

O Festival da Canção de Alvinópolis é um evento que busca incentivar a pluralidade de estilos, selecionando trabalhos que prezem pela diversidade estética, rítmica e pela criatividade em todos seus matizes, assim ele busca atrair toda variedade de gêneros, e interpretações musicais, fazendo com que o Rock seja muito bem vindo entre todos os outros estilos.

 

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A importância cultural dos Festivais

Os festivais assumiram uma importância vital para a cultura brasileira, sobretudo a partir da segunda metade dos anos 60 com a transmissão dos célebres festivais da canção da TV Record. O esquema inicial destes concursos (os festivais) foi inspirado no modelo do Festival de Sanremo, na Itália, entretanto, a experiência brasileira ganharia outros contornos e um peso diferente.

Origens

Os festivais da década de 60 fomentaram o sucesso e a popularização da MPB, assim como de grandes nomes da música brasileira atual, tais como Chico Buarque, Gilberto Gil, Elis Regina, Caetano Veloso, Edu Lobo, Roberto Carlos, entre outros.

 

Caetano¹ afirma que, em tempos de ditadura militar, os festivais transformaram-se em um porta-voz privilegiado dos desejos da juventude e das vanguardas nacionais, em termos políticos, literários e musicais. Segundo o compositor, pode-se considerar que os festivais, cujo carro chefe é a canção, simbolizam “o ponto de interseção entre o mundo estudantil, e a ampla massa de espectadores.”

De acordo com Santuza Naves², estes festivais foram um dos principais veículos responsáveis pela notoriedade que a canção popular alcançou no Brasil, conquistando uma posição hegemônica no cenário artístico nacional. A modalidade canção suplantou as artes plásticas, o teatro e o cinema, notabilizando-se na arte de traçar paralelos entre assuntos do cotidiano e os dilemas no âmbito da estética, da cultura, da ciência e da vida social.

Festivais: um caldeirão cultural

Os festivais atraem uma vasta gama de artistas, e assim, transformam-se em uma arena de debates ligados à identidade nacional, justiça social e modernização do país. Uma das principais consequências dos encontros ocasionados pelos festivais foi o nascimento do movimento artístico e intelectual que se denominou Tropicalismo.

Personalidades como Nara Leão, Tom Zé, Gil, Caetano e Mutantes, estimulados pelo impacto da cultura Pop, do Rock e dos movimentos de vanguarda  borbulhando mundo afora, uniram-se para formar o que ficou conhecido como o movimento brasileiro de contracultura.  Inspirados pela ideia da antropofagia cultural do escritor modernista Oswald de Andrade, os Tropicalistas buscavam a síntese das mais diversas culturas de procedência nacional e mundial, procurando enriquecer e oxigenar a arte brasileira.

Desdobramentos

Este pensamento logo se alastrou entre músicos e fazedores de arte, e em consequência disso, as experimentações e os sincretismos se tornaram mais frequentes, permitindo aos artistas uma maior liberdade no processo de criação. Desta forma se tornou lícito aos compositores comentarem os mais diversos aspectos da vida, e assim, os festivais transformaram-se em amplos espaços onde valoriza-se a novidade e o diferente.

O Festival da Canção de Alvinópolis é herdeiro desse cenário de profundas transformações na cultura. Assim, tendo em vista manter-se fiel a seu contexto de origem ele procura ser um espaço de livre expressão e acolhimento da multiplicidade cultural, possibilitando aos artistas de todos gêneros e origens culturais uma oportunidade para apresentarem seus trabalhos ao público.
___________________
¹ VELOSO, Caetano. Verdade tropical. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.
²NAVES, Santuza Cambraia. Canção popular no Brasil. Civilização Brasileira, 2010.

 

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Os primórdios do Festival

Os primórdios do Festival  foram realizados na década de 70. Na época, os organizadores não imaginavam que estavam iniciando uma tradição que continuaria por quase meio século. O primeiro concurso foi promovido em 1976 pelos formandos do Curso Técnico de Contabilidade, em seu esforço de arrecadação de fundos para sua festa de formatura.

A primeira canção

Na ocasião a canção vencedora foi ‘Casas de Barro’, do sete-lagoano Flávio do Carmo. Trata-se de uma música de matriz sertaneja, com ingredientes de choro e seresta. Seu título leva o nosso imaginário ao passado ruralista no interior, com seus casebres, casarões e casas de pau-a-pique. A melodia evoca elementos da memória do artista que dão uma tonalidade bucólica e sentimental à canção. Para narrar os episódios vivenciados pelo eu lírico a letra adota uma linguagem simples e coloquial, próxima do cotidiano, tal como uma prosa mineira. O autor apela à nostalgia dos tempos idos e exalta a vida simples no interior, convidando o ouvinte a enxergar através de suas recordações.

Na atualidade

A partir de então foram realizadas outras 35 edições, que movimentaram a vida cultural local e regional, atraindo a participação de milhares de espectadores, e centenas de artistas, intérpretes, músicos, compositores, profissionais do ramo audiovisual, e toda uma rede de interlocutores do Brasil inteiro. O Festival instalou-se em diversas localidades do município ao longo dos anos. Primeiramente, na “E.E Prof. Cândido Gomes”, depois, no clube Alvinopolense,  Praça de Esportes (atual APAE), Nicks Bar, entre outros, até se estabelecer na Praça São Sebastião, nossa praça maior e mais ampla.

Atualmente, nos arredores do Médio Piracicaba, Alvinópolis é a única cidade a protagonizar a realização de um festival de música, sendo a pioneira regional na promoção de um evento desse tipo e abrangência. O Festival da Canção hoje se caracteriza como um evento de ampla concorrência, acolhendo músicos de variados estilos e origens culturais. Assim, ele favorece o intercâmbio turístico, cultural e a interação entre visitantes, músicos locais e a comunidade, proporcionando diversos encontros, vivências e trocas de experiências.

 

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